Este é Peter Drucker.
Considerado um dos maiores consultores em administração do século. Foi o conselheiro de muitos CEO´s mundo afora.
Faleceu em 2005, sendo considerado o papa da administração moderna, mas seus ensinamentos ficarão para sempre na história.
Vejam um dos recados que ele deixou aos executivos de grandes empresas, bem como, para todas as demais empresas que queiram continuar prosperando, crescendo e aproveitando as oportunidades que aparecem diariamente, continuamente, mas que ficam disponíveis por um tempo muito curto, assim, só quem tiver exercitado a visão, agilidade, flexibilidade e adaptabilidade, será capaz de aproveitá-las no futuro próximo (hoje).
O que ele quis dizer com isso?
Que os gestores têm que viver em um stress nocivo? Que os líderes têm que estar descontentes e ser maus gerando desconforto? Que os gestores têm que trabalhar à exaustão? Que os dirigentes têm que carregar o mundo nas costas sem descanso? Que a partir do momento que você assume o papel de gestor, nunca mais será feliz?
NÃO!
Não foi isso que ele nos disse.
O que ele falou, e que temos que ter como um forte princípio a reger nosso universo profissional, é que enquanto líderes que somos, estrategicamente responsáveis pelo sucesso da empresa, temos que nos incomodar com a falsa estabilidade, muitas vezes, demonstrada por empresas sem uma visão estratégica de negócios correta em exercício.
No mundo dos negócios, não existe inércia, não existe comodismo, não existe estabilidade plena e uniforme, não existe zona de conforto. E cada dia mais, existirá menos espaço para atitudes voltadas à estagnação. O mercado já não permitia lentidão antes, não permite hoje e permitirá muito menos no amanhã.
Isso não é ruim.
Isso é apenas a tomada de consciência de que temos que ser atuantes, envolvidos, comprometidos com a melhoria contínua, com a renovação organizacional e com uma postura voltada à inovação, de acordo com a transformação paulatina, mas, ágil e contínua, profundamente vivenciada.
Somos todos como barcos navegando em mar aberto, uns maiores, outros menores; há os que estão mais próximos da costa enfrentando o arrebentar constante de ondas menores e há os que estão enfronhados em alto mar, na imensidão das águas inquietantes e surpreendentes, que em um momento, aparentemente estão calmas e amigáveis, mas podem, a qualquer instante, nos tomar de supetão, desafiando a nossa capacidade de equilibrar-se em suas manobras revoltosas de tempestades ameaçadoras. Por isso, é preciso estar atento, em sentinela, sempre em guarda.
Gerir, é um desafio parecido, e cada vez mais, tornar-se-á um exercício de agilidade e adaptabilidade a um cenário enigmático, um aprender a navegar em mares de constantes mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais, que impactam decisivamente em nossa forma profissional de agir e pensar. Impactam em nossa forma de ser, de viver e de existir.
Liderar é ter um compromisso assumido com “fazer o que é certo, ético, produtivo, construtivo e sustentável”. É estar sempre com foco constante na estratégia e no aprimoramento de processos, estrutura (organizacional e física), desenvolvimento de pessoas, mirando metas desafiadoras mas estimulantes e comprometimento com o resultado.
Esse tal “desconforto”, na verdade, é a virtude dos grandes líderes da humanidade.
É apenas a postura firme e determinada, clara e consciente, equilibradamente emocional e racional, flexível mas garantidamente ética, com o compromisso renovado e assumido, em manter um olhar sempre alerta e preventivo, que garanta uma forma atual e saudável de agir estratégica, tática e operacionalmente, o que exige atenção, concentração, envolvimento, engajamento e essa tal postura de inquietação positiva, que garantirá, asseguradamente, o movimento contínuo rumo ao desejado crescimento com sustentabilidade.
Ida Fernandes
Gerente de Projetos DHO
Gestão Estratégica de Pessoas
Flow Desenvolvimento Humano e Organizacional